Água Viva Comunicação

segunda-feira, maio 10, 2010


Minority Report

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Quando éramos crianças, o mais impressionante no desenho dos Jetsons eram as maquininhas que faziam tudo sozinhas. Em Minority Report,Steven Spielberg não deu muita atenção para as máquinas que faziam as crianças delirarem. Ele foi mais longe. Em 2054, o que chama atenção é o sistema policial. E John Anderton (Tom Cruise) é o que podemos chamar de tira padrão.

O sistema Pré Crime




No filme há um sistema que identifica um assassinato antes que ele ocorra, indicando quais serão as vítimas, a gravidade do crime e quando ele acontecerá. A tecnologia do Pré Crime teve um impacto social imenso na realidade mostrada, diminuindo os crimes em 90%.
Aí que a polêmica começa. É certo prender uma pessoa que tinha a intenção mas não chegou a cometer crime algum? Anderton defende com unhas e dentes (e equipamentos sofisticados) que sim. Se você vir uma bolinha se aproximando da borda de uma mesa, por que você a pega antes dela cair no chão? A teoria é a mesma, afirma Cruise com auto-confiança.

Um futuro possível


Spielberg criou uma ficção científica que não fica restrita apenas aos fanáticos pelo gênero. A principal razão para isso é que foi assessorado por cientistas, arquitetos, escritores e inventores, e conseguiu criar um futuro plausível. Por isso, não existem carros voadores (pelo menos não como os vistos em Star Wars) e outras gadgets a la Jetsons. Seu futuro tem identificadores de íris e carros mega-velozes, ou seja, é um futuro com pé no chão. Esta foi a desculpa ideal para que os produtores pudessem vender o máximo possível de espaço publicitário e desta forma aumentar o orçamento do filme (fixado em US$ 102 milhões, sendo que US$ 25 milhões vieram de merchandising de megacorporações como GAP, USA Today, Nokia e Lexus).

Relacionado à propaganda, a tecnologia 3D é bastante presente, ao invés de outdoors, há telões holográficos em terceira dimensão nas ruas, desde a parede de um túnel, até a de uma casa. A propaganda nesse ponto se torna bem mais invasiva, interativa e em movimento, uma vez que só é preciso possuir um projetor holográfico para que se tenha uma imagem em qualquer lugar. Algumas propagandas conversam com o próprio consumidor, citando nomes, o que torna a personalização bem mais presente.





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